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Terminologia
Termos habituais na tratamento e
convivência com a Huntington
Temos pensado que talvez seja interessante incluir em cada
boletim um pequeno dicionário dos termos, nem sempre claros, que
se usam para descrever a enfermidade, e que facilitem a leitura
dos artigos que vamos incluindo no boletim.
DNA: Ácido desoxirribonucleico. É uma
grande molécula que contém o patrimônio genético.
Cromossoma: Cada uma das estruturas
formadas pelo DNA no transcurso da divisão celular. A espécie
humana possui 46 cromossomas, quer dizer, 23 pares de cromossomas
homólogos. Em cada par um procede do pai e outro da mãe.
Gânglio Basal e Córtex Cerebral: Zonas
do cérebro que mais sofrem danos na DH. Controlam funções motoras
e cognitivas.
GAPDH (3-gliceraldehido fosfata deshidrogenasa):
Enzima que se une fortemente à proteína huntingtina mutada, tornando
a enzima inativa parcialmente. O GAPDH tem um papel crítico no
metabo-lismo da glicose. A glicose é praticamente a única fonte
de energia que recebem as células cerebrais, enquanto que o resto
das células do corpo pode receber energia de outras fontes como,
por exemplo, gorduras.
Gene: Unidade herdada disposta em um
lugar definido do cromossoma que determina o aparecimento de um
determinado caráter hereditário. É um fragmento do DNA que contém
a informação correspondente a uma determinada proteína.
Glutamina: Nome do aminoácido codificado
pelas três bases nucleotídeas citosina-adenina-guanina (CAG).
HAP-1 (Huntington associated protein):
Proteína que se une especificamente à huntingtina. Só é possível
encontrá-la no cérebro.
Huntingtina: Proteína codificada pelo
gene causador da DH, que tem uma seqüência com repetição anormalmente
alta do aminoácido glutamina. É possível encontrá-la em todas
as células do corpo.
Nucleotídeo: Moléculas que seqüencialmente
formam um gene.
PET: Técnica biomédica que permite
conhecer o metabolismo cerebral da glicose de um paciente e compará-lo
com a popu-lação normal. Utiliza-se como marcador l8F-Fluordesoxiglucosa.
Repetição (Repeat): É o número de
vezes que se repete o CAG no gene causador da DH. Ainda que seja
difícil estabelecer com exatidão, aceita-se que o número de repetições
em uma pessoa normal varia entre 11 e 34. Quando o número é maior
do que 40, a pessoa desenvolverá com certeza a enfermidade em
algum momento de sua vida. Entre 34 e 40 repetições, encontra-se
a chamada "zona gris" (zona cinza) que é uma área de ambigüidade
em que alguns indivíduos desenvolverão a doença e outros não.
Não obstante, se se encontra neste intervalo, a doença se desenvolverá
sempre que a pessoa viva os anos suficientes, quer dizer até a
velhice. O número de repetições está intimamente ligado à idade
de aparecimento da enfermidade e com a severidade de seus sintomas.
Assim, números altos (ao redor de 60 ou mais) vão dar lugar a
casos precoces, ou à DH juvenil.
É importante indicar que quando o número de repetições está
abaixo de 34, o gene está estável e se transmite às gerações seguintes
sem modificações, porém, quando supera esse número, é instável
e na transmissão pode ocorrer que aumente ou diminua de tamanho.
Se aumenta, ocorre o fenômeno que se conhece como ANTECIPAÇÃO,
que consiste em que o filho adoecerá em uma idade mais jovem que
a que ocorreu a seu pai ou mãe. Este conceito é aplicável também,
àqueles indivíduos que se encontram na zona gris .
Sobe
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