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Correio Braziliense, 16/11/2000
Sem doença fatal
A técnica de diagnóstico pré-implantacional
(DPI) não é novidade e muito menos pode ser encarada
como uma forma de terapia genética, já que a terapia
é destinada a consertar os genes e não
realizar uma pré-seleção do embrião.
Apesar de polêmica, a escolha dos embriões saudáveis
vem sendo utilizada em alguns centros no mundo como a Espanha,
há cerca de 10 anos, e também no Brasil. A
biópsia do embrião para verificar possíveis
doenças é utilizada no país há pelo
menos quatro anos, diz Roger Abdelmassih, especialista em
reprodução humana responsável pelo nascimento
de mais de 2,2 mil bebês por fertilização
in vitro.
Dono da Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução
Humana, a maior de fertilização in vitro do país,
situada em São Paulo, Abdelmassih afirma que o Brasil não
tem nada a dever aos outros países em relação
ao diagnóstico pré-implantacional. É
uma técnica de rotina, comenta Abdelmassh, o médico
que fez a fertilização dos gêmeos de Pelé
e da filha de Tom Cavalcante.
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