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O papel e os avanços das Associações
de Huntigton no mundo
O mal de Huntington é uma disfunção
cerebral hereditária. A doença deve-se à
presença de um gene incomum, o gene de Huntington,
o qual pode ser herdado de pai ou mãe infectados e
leva a uma predisposição à doença.
Qualquer pessoa que herdou o gene irá, inevitavelmente,
desenvolver a doença em algum estágio de sua
vida pois, a mesma é autossômica dominante.
Os sintomas são causados pela morte acelerada dos neurônios,
em partes específicas do cérebro. A doença
é caracterizada por movimentos involuntários,
diminuição da capacidade intelectual e mudanças
no comportamento e na personalidade. Muitas pessoas com o
gene incomum do Huntington começam a exibir sintomas
entre 35 e 45 anos de idade. Há também a forma
juvenil (juvenil ou variante de Westphal) em que a rigidez
muscular, ausência de movimentos, é o principal
sintoma. Esta forma juvenil começa sempre antes dos
20 anos de idade.
Em muitos países do ocidente, estima-se que a doença
afeta de 5 a 10 pessoas em cada grupo de 100.000 habitantes.
Existem países e áreas no mundo onde a doença
é mais prevalente, e outra onde ocorre com menos freqüência.
O gene incomum, gene de Huntington foi descoberto
em 1993. Desde então, tem sido possível estabelecer
a presença do gene em pacientes de alto risco por meio
de teste de DNA. Apesar dos avanços das pesquisas científicas,
não existe ainda a possibilidade de cura da doença.
Há vinte anos o mal de Huntington era vagamente compreendido
como uma doença mental hereditária. Pacientes
e os membros de suas famílias tinham que se esforçar
por si próprios para lidar com as limitações
causadas pela doença. Desde então, entretanto,
um número de descobertas importantes foi iniciado.
Avanços observados nas pesquisas científicas
aumentaram as esperanças em que formas de tratamento
poderiam ser descobertas para interromper a doença
ou preveni-la.
As atividades de associações de pacientes e
de membros de suas famílias - como a UPADH - chamam
a atenção para a doença e promovem o
redirecionamento da agenda política de vários
países em prol dos doentes e seus familiares. Finalmente,
os esforços de profissionais da área de saúde
- e aqueles que se especializaram a partir da experiência
- levam à descoberta de que soluções
simples podem ser sempre encontradas para todos os tipos de
problemas práticos na vida diária dos pacientes.
Trecho tirado do
Manual do paciente - Convivendo com o mal de Huntington."
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