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Contribuição
A importância
de um Acompanhamento Multidisciplinar para os Doentes de Huntington
Uma das mais importantes contribuições, senão
a maior, para a UPADH em sua primeira participação
no Encontro Mundial de Huntington na Holanda, em 1999, foi a visita
e informações sobre a organização
e funcionamento da Casa de Repouso Hullenoord/Heemhof, tida como
exemplo em tratamento dos doentes de Huntington, cuja filosofia
baseia-se em uma equipe multidisciplinar assistindo os doentes
24 horas/dia. A seguir transcrevemos parte do manual Huntington
- Cuidado especial por Hullenoord/Heenhof:
Equipe multidisciplinar
A equipe multidisciplinar
consiste nas seguintes especialidades:
Terapêutas ocupacionais para oferecer várias
atividades como pintura, carpintaria, trabalho têxtil e
grupos de discussão.
O músico-terapêuta que utiliza os sons musicais
e faz música, tanto individualmente como em grupo, com
o propósito de estimular o paciente por meio da expressão
musical.
O fisioterapêuta que se concentra em manter as habilidades
atuais do paciente, utilizando o relaxamento (banho de borboleta)
e prevenindo complicações resultantes da doença.
Além do que, como um ponto de apoio, a unidade de fisioterapia
orienta em relação a ajustes em espaços fisicos
e suporte para locomoção dos doentes.
O fonoaudiólogo que se preocupa com a comunicação,
propiciando ajuda quando necessário.
O nutricionista dá conselho nutricional e é
comprometido no caso de problemas em engolir, em consulta conjunta
com o fonoaudiólogo.
O psicólogo dá apoio em problemas de aceitação
e mudanças de comportamento. O psicólogo também
verifica as habilidades ainda presentes.
O assistente social se encarrega de tudo, que diz respeito
ao registro e à admissão e pode mediar contatos
com equipes externas, se necessário.
O conselheiro espiritual oferece apoio pastoral.
O médico da instituição concentra-se
em primeiro lugar no cuidado médico geral e também
está especificamente ocupado com a doença de Huntington.
O neurologista se concentra em problemas físicos
específicos que são o resultado da doença
de Huntington.
O psiquiatra se concentra em mudanças e problemas
de comportamento baseado em consultas.
O ergônomo se concentra principalmente em adaptar
apoios e materiais.
Tratamento especial
O tratamento
na unidade, segundo o Centro de Dahlia, é intensivo, complexo
e se baseia no indivíduo. O ponto de partida está
na necessidade de tratamento orientado, ou tratamento sobre
medida, estimulando habilidades ainda presentes nos pacientes,
e assumindo as outras que o paciente já não pode
fazer. Na prática nós fizemos a escolha, então,
por uma terapia comportamental de aproximação
que:
Oferece uma estrutura geral (regras de tutela, tempos fixos
e similares) e uma estrutura individual (programa diário
e semanal) suplementado com um plano estrutural voltado para certos
problemas de comportamento, se necessário.
Faz acordos que são aceitáveis e executáveis
para o paciente e supervisor
Procura alternativas junto ao paciente promovendo sua auto-confiança
e aumento do seu sentimento de auto-estima.
Uma vez que o tratamento é de grande importância,
a ênfase é dada principalmente aos seguintes
itens:
Fazer considerações e tomar decisões
sobre o auto-tratamento junto ao paciente. Por isso, é
de interesse saber quais os desejos dos pacientes para melhor
utilizar sua energia cada vez mais limitada.
Oferecer segurança em um clima social familiar e
um ambiente de convivência ajustado.
Aproximação multidisciplinar para resolução
dos problemas, por meio de uma atenção ininterrupta,
observando os aspectos físicos, mentais e psico-sociais
destes problemas.
Com uma visão para o tratamento profissional, a unidade
Dahlia tem as seguintes considerações como ponto
de partida:
Atenção para a pessoa como um todo (físico,
mental e social)
Antecipação das mudanças de comportamento,
lidando com tais problemas.
Flexibilidade: podendo empregar regras e estruturas flexíveis
em situações individuais. Atitudes básicas
que demonstrem aceitação do paciente e o respeitem.
Respeitar e proteger a privacidade do paciente
Atenção ao companheiro, filhos e família
do paciente.
Observação formal e informal sobre mudanças
na situação do paciente.
Comandar habilidades técnicas para poder lidar responsavelmente
com situações de crise agudas, - por exemplo: o
aperto de Heimlich utilizado em casos de asfixia -, até
que entre em ação um especialista no caso de uma
agressão.
Disponibilidade de especialidades especiais montadas para
o grupo, como fonoterapia, conselho nutricional e musico-terapia.
Além disso, nós podemos dispor de neurologistas,
psiquiatras e ergônomos como resultado de uma consulta.
Huntington
é uma doença relativamente rara ainda cercada por
muitas perguntas, o que possibilita a colocação
e discussão de novas experiências, sendo importante
incluir os relatos de diferentes especialidades.
Na Hullenoord/Heemhof, o comitê de Huntington é o
grupo principal no que se refere a esta doença, estando
sempre preocupado com a otimização e desenvolvimento
adicional no tratamento dos pacientes com Huntington.
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